No começo de 2025, Luiz Melo viu o filho, Higor, enfrentar uma fase difícil. Jogador de futebol, ele voltou da Europa num momento em que a pandemia e outros fatores tinham fechado portas, e foi trabalhar com o primo, empreiteiro de pinturas residenciais. Luiz decidiu que a falta de serviço nunca mais seria um problema para o filho, e começou a criar um aplicativo para conectar pintores a quem precisa de pintura.
Durante a construção, as ideias foram crescendo. Um dia, uma lâmpada alta queimou na empresa e o eletricista cobrou cem reais para trocá-la. Por que não incluir eletricistas? E encanadores? E todos os pequenos reparos de casa? O app se dividiu em duas grandes áreas, construção civil e serviços, e passou de uma profissão para mais de cinquenta.
O nome acompanhou a evolução: começou como PinturaPro, passou a ProLar e, num estalo, virou ProTudo: profissionais para tudo.
Muitas oportunidades de trabalho nunca chegam a quem precisa delas: ficam restritas a um grupo pequeno e o resto da cidade nem fica sabendo. O ProTudo existe para abrir essas portas. Quem está desempregado, quem precisa de uma renda extra ou quem tem folgas na semana pode escolher no que trabalhar, em vez de ficar limitado às entregas ou ao transporte por aplicativo.
Para ser bom também para quem contrata, o ProTudo inverteu a lógica: quem diz o valor é quem tem o serviço. O profissional aceita ou faz uma contraproposta. E como mais da metade da população é feminina, o app reúne também maquiadoras, cabeleireiras, manicures, diaristas, artesãs, confeiteiras e muitas outras profissionais.
Uma mesma pessoa pode ser os dois lados: o eletricista que trabalha pelo ProTudo pode contratar uma salgadeira para a festa do filho no mesmo app. A intenção é que o ProTudo seja um aliado de cada morador da cidade, para contratar ou para trabalhar.